Washington - A população dos Estados Unidos chegou ontem ao marco histórico de 300 milhões de pessoas, anunciou o Departamento de Recenseamento americano (Census Bureau).
A notícia do nascimento do americano de número 300 milhões foi recebida com gritos e aplausos pelos funcionários do Departamento de Recenseamento em Washington, e foi acompanhada por jornalistas do mundo inteiro. ''É um menino ou uma menina?'', perguntava a funcionária, em um ambiente que mais parecia com o da virada do ano.
A barreira dos 300 milhões foi atingida às 7h45 (8h45 de Brasília), de acordo com um cálculo baseado na diferença entre os nascimentos (um a cada sete segundos), as mortes (uma a cada 13 segundos) e o fluxo de imigrantes (um novo a cada 31 segundos).
Isso significa um novo habitante acrescido à população americana a cada 11 segundos.
O americano de número 300 milhões pode ser também um novo imigrante latino, mesmo que ilegal, explicaram os especialistas do Census Bureau, ressaltando que não seria possível identificar precisamente o bebê. Mas, ao contrário de 1967, as autoridades federais não organizaram ontem qualquer grande evento para celebrar o fato, num momento de crescente debate sobre a imigração.
No ritmo de crescimento de sua população (+0,9% ao ano), o mais forte entre os países industrializados graças à relativa juventude de sua população e à fertilidade dos imigrantes, são necessários apenas 37 anos mais para que o país atinja a marca de 400 milhões de habitantes.
Para Stephen Buckner do Census Bureau, o marco de 300 milhões é ''a ocasião para os americanos refletirem a respeito do tipo de mudanças que um crescimento como esse implica''.
Entre estas questões, alguns tocam a sineta de alarme quanto ao impacto sobre o meio ambiente deste crescimento. ''Mais do que qualquer outra nação, nós contribuímos para a mudança climática'', ressalta Vicky Markham, diretora do Centro para Meio Ambiente e População (CEP). ''Como única nação industrializada a ter uma forte taxa de crescimento populacional, somos os responsáveis pelo maior impacto ecológico no mundo'', ressaltou.
Mesmo que sua população represente apenas 5% dos habitantes do planeta, a América consome sozinha mais de um quarto dos recursos naturais do mundo e liberam também um quarto das emissões globais de dióxido de carbono.
Hoje, um americano em três sai de uma minoria - seja ela hispânica, negra ou asiática -, 98 milhões de habitantes. Os hispânicos são os mais numerosos, representando 14% da população, 42,7 milhões de indivíduos.
Os negros formam a segunda minoria com 39,7 milhões de pessoas, seguidos pelos asiáticos (14,4 milhões). Os Estados Unidos são o terceiro país mais povoado, bem atrás de China e Índia, e à frente da Indonésia.

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