População dos EUA apoia ataque ao Iraque
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terça-feira, 13 de agosto de 2002
France Presse 
WashingtonUma ampla maioria de norte-americanos apóia uma guerra contra o Iraque com anuência do Congresso, segundo uma pesquisa The Washington Post-ABC publicada ontem. Três quartas partes dos entrevistados vêem o Iraque como uma ameaça, 69% apóiam alguma forma de ação militar para tirar o presidente iraquiano Saddam Hussein do poder, enquanto que apenas 22% se opõem a tal ação.
No entanto, o forte apoio a uma ação militar diminui para 54% quando os entrevistados são indagados se apoiariam uma guerra caso os aliados dos Estados Unidos sejam contrários a tal ação.
Os entrevistados se mostraram divididos em relação ao fato de se o presidente George W. Bush tem uma ''política clara'' em relação ao Iraque: 45% indicam que sim e 42% que não.
Setenta e cinco por cento acham que Bush deve procurar a autorização do Congresso antes de lançar-se a uma guerra. Do total, 59% dizem que o Congresso deve tomar a decisão final se houver desacordo entre o presidente e os legisladores.
A pesquisa foi realizad de 7 a 11 de agosto com 1.023 adultos, e tem uma margem de erro de 3 pontos.
Oposição moderadaO principal dirigente da oposição radical iraquiana, o aiatolá Mohammad Bagher Hakim, disse ser a favor de uma ''solução política para qualquer mudança de poder'' no Iraque, pedindo aos Estados Unidos que evitem ''atacar'' seu país, em declarações a um jornal iraniano.
''É necessário chegar a uma solução política para qualquer mudança de poder no Iraque'', declarou ao jornal do governo iraniano o presidente da Assembléia Suprema da Revolução Islâmica no Iraque (ASRII), principal movimento da oposição radical iraquiana, no Irã.
''Somos contra qualquer ataque ou ocupação'' do Iraque, insistiu o aiatolá Hakim, que pediu aos Estados Unidos que não realizem nenhuma ação militar contra seu país. ''Para evitar a ameaça contra o Iraque e também contra a região, decidimos entrar nas negociações de Washington e pedimos agora aos Estados Unidos que colaborem com a ONU para obrigar Bagdá a respeitar as resoluções'', ressaltou.
''Os Estados Unidos e a ONU devem cooperar para obrigar o Iraque a colocar em prática as resoluções da ONU e assim ajudar o povo a preparar ele mesmo as condições de mudança'', disse.
Sobre o futuro do regime político no Iraque, o aiatolá Hakim avaliou: ''A decisão cabe ao povo e a todos que fazem parte da população iraquiana, que compreende os sunitas e curdos''.
Apelo iraquianoO Iraque pediu ontem aos Estados Unidos que renunciem a sua política agressiva e recomendou que continuem o diálogo com as Nações Unidas, que lhe darão informações para esclarecer a questão do desarmamento.


