São Paulo - Centenas de iraquianos se reuniram ontem em Basra, no sul do Iraque, para exigir a queda do governo local. Cerca de 600 pessoas se reuniram em frente à sede do governo provincial de Basra, enfrentando policiais que estavam protegendo o local. Com exceção de alguns empurrões, testemunhas disseram que o protesto foi pacífico.
''Estamos pedindo que o governador de Basra seja demitido porque ele não fez nada bom para Basra'', disse Mohammed Ali Jasim, 50 anos, pai de nove filhos que se juntou ao protesto na segunda maior cidade do Iraque, 550 km a sudeste de Bagdá.
Em Nasir, dezenas de manifestantes enfurecidos invadiram o prédio do governo municipal e atearam fogo, segundo um policial em Nasiritah, a capital provincial, informou.
Cinco policiais ficaram feridos depois que os manifestantes jogaram pedras contra o prédio. Cinco pessoas foram presas antes de um toque de recolher ser imposto na cidade.
Pequenas demonstrações como essas têm acontecido quase que diariamente nas províncias pobres do sul do Iraque, realizadas por iraquianos frustrados que têm liberdade política, mas pequeno sucesso econômico.
No dia anterior, na cidade de Kut, cerca de 2 mil manifestantes jogaram pedras contra escritórios do governo local, ateando fogo a alguns prédios, incluindo à casa do governador. Três manifestantes foram mortos a tiros e 30 pessoas ficaram feridas.
No entanto, o mais alto funcionário do Ministério da Saúde para a província de Wasit, Diaa al Aboudi, afirmou saber de apenas uma morte - um soldado iraquiano-, e que 55 pessoas ficaram feridas. O Iraque é um dos poucos países com um governo eleito democraticamente no Oriente Médio, mas seus líderes não têm estado imunes à onda de insatisfação que atinge a região.

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