France PresseDesalentoUm sobrevivente observa os restos de sua residência. Os extremistas além de matar civis também destruíram casasA amplitude da matança de Rais (entre 98 e 250 mortos) traumatizou o povo argelino, dando-lhe uma sensação de total desamparo, apesar das promessas do governo de reforçar a segurança e erradicar o terrorismo.
A imprensa informou ontem um novo massacre de 45 civis, na mesma noite da quinta-feira: 40 em Maalba (Sudoeste da Argélia) e cinco em Frais Vallón, perto da capital.
Em Rais, às portas de Argel, o massacre de dezenas de civis - 98, segundo as autoridades, e entre 200 e 300 segundo os habitantes - degolados ou queimados vivos deixa no ar numerosas dúvidas.
Mais uma vez, os que conseguiram escapar da matança, desamparados, acusaram de ‘‘passividade’’ as forças de segurança durante um massacre que se prolongou por quatro horas.
‘‘Gritamos, pedimos ajuda, as forças de segurança estavam acantonadas nas proximidades, mas os primeiros a chegar foram os bombeiros, de manh㒒, declarou ontem um habitante.
A região de Rais está situada na vasta planície da Mitiya, no coração do ‘‘triângulo da morte’’, onde os ataques e massacres se multiplicam. Após ter votado maciçamente nos islamitas em 1991, essa região foi progressivamente reconquistada pelas autoridades.
A imprensa da capital reflete a amplitude do trauma com grandes fotos na primeira página: ‘‘Genocídio’’, foi a manchete de Liberté, ‘‘Hecatombe’’ a de El Watan, ‘‘Horrível massacre’’ a de El Muyahid.
El Watan acusa o governo de ‘‘induzir ao erro’’ os argelinos ‘‘sobre a natureza e a realidade dos fatos’’.

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