Dois dias depois das eleições legislativas, a Polônia se acha diante de uma difícil tarefa: encontrar um premier que seja aceito ao mesmo tempo pela direita - reunida em torno da coalizão do Solidariedade - e pelos intelectuais liberais da União para a Liberdade.
Em princípio estão descartados os chefes da Ação Eleitoral do Solidariedade (AWS) e da União para a Liberdade, ganhadores das eleições legislativas de domingo que devem fazer um acordo.
Suas razões para não encabeçarem o governo são diversas.
Marian Krzaklewski, chefe do Solidariedade e da AWS, protagonista da vitória da direita, expressou claramente que não desejava ocupar o cargo porque seu dever era permanecer à frente do sindicato Solidariedade.
Segundo alguns analistas, isto demonstraria não somente a prudência de Krzaklewski, que prefere se manter em contato com a base, sobretudo agora quando o país corre o risco de enfrentar novos problemas econômicos e sociais mas também suas ambições presidenciais.
Leszek Balcerowicz, líder dos liberais, por sua vez, estaria disposto a ocupar a chefia do governo, mas não tem grandes possibilidades.

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