WashingtonO período e a estratégia de uma eventual ação militar para depor o presidente do Iraque, Saddam Hussein, resultou em um profundo debate entre os responsáveis políticos e os chefes militares americanos.
O jornal ''The Washington Post'' informou ontem que há um crescente e confrontado debate entre os políticos da administração do presidente George W. Bush e os altos comandantes do Pentágono sobre quando e como iniciar o ataque.
Os políticos, encabeçados pelo vice-presidente, Richard Cheney, e o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, querem iniciativas inovadoras para derrubar o regime iraquiano, na linha do plano divulgado recentemente sobre um ataque limitado a Bagdá. Os defensores desta idéia acreditam que Hussein representa uma ameaça cada vez maior, por sua capacidade de refazer seu arsenal de armas de destruição em massa.
A maioria dos principais responsáveis militares, com exceção de alguns generais da Força Aérea e da Marinha, tem dúvidas sobre uma intervenção militar, afirma ''The Washington Post''. A informação acrescenta que o ceticismo sobre a eficácia de uma invasão do Iraque, total ou limitada, é compartilhada pelo secretário de Estado, Colin Powell, que raramente se alinha com os militares em questões de política exterior.
Em meio aos sucessivos debates sobre supostos planos de ataque, a Casa Branca reiterou que não levou em consideração nenhum deles.

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