Os problemas relacionados ao tráfico e ao consumo de drogas são comuns a todos os países da América Latina. A região sofre com a violência, resultado do aumento da oferta e do consumo de entorpecentes. As organizações criminosas envolvidas no tráfico se mantêm fortes e ainda não há políticas públicas eficazes para combatê-las.

A situação na região provocou um debate intenso durante a 3ª Conferência Latino-Americana sobre Política de Drogas, cujo objetivo era discutir maneiras de reduzir a violência e as consequências da guerra contra o narcotráfico. Mais de 30 especialistas e 300 pessoas de 11 países participaram do evento.

Este ano, a conferência, que já foi realizada na Argentina e no Brasil, ocorreu no México. Desde 2007, o país vive dias de terror com a guerra contra o narcotráfico. Os cartéis, organizações criminosas chefiadas por traficantes, aterrorizam a população e o governo com violência. Em cinco anos, mais de 40 mil pessoas foram assassinadas.

Para o presidente da organização Coletivo sobre uma Política Integral para Drogas (Cupihd), Jorge Tinajero, os países devem repensar suas políticas públicas para conseguirem êxito na guerra contra as drogas. "Demonizar as drogas não serve para pensar as políticas públicas necessárias para enfrentar o crime organizado."

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