Política da Casa Branca é questionada
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quinta-feira, 29 de abril de 1999
Associated Press 
Em um grave repúdio à conduta do presidente norte-americano Bill Clinton em relação ao conflito em Kosovo, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos está negando apoio à campanha aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e exigindo aprovação do Congresso antes de qualquer ofensiva por terra.
Em uma mensagem dúbia, a Câmara rejeitou na quarta-feira por 290 votos a 139 um movimento de alguns republicanos para forçar Clinton a trazer de volta os soldados envolvidos na campanha. Os parlamentares também rejeitaram por 427 votos a 2 uma resolução para declarar formalmente guerra contra a Iugoslávia.
A votação foi realizada apesar de apelos de Clinton para falar com uma única voz sobre a escalada do conflito em Kosovo e de um alerta feito por democratas de que o Congresso estava enviando a mensagem errada ao presidente iugoslavo Slobodan Milosevic.
O líder democrata no Senado, Tom Daschle, disse nesta quinta-feira que a Câmara vota uma terrível derrota para nosso país e para esta administração. Ele acrescentou: Muitos senadores estavam pensando hoje sobre como isso aconteceu, como eles votaram desse jeito e o que podemos fazer no Senado para retificar isto.
O líder republicano na Câmara, deputado Dennis Hastert, declarou: Eu esperava que o presidente analisasse esse debate como um sinal de que seria melhor se ele explicasse os objetivos, os custos e a estratégia de longo prazo pelo motivo de estarmos lá.
Hastert, que apoiou a resolução dos líderes democratas ao endossar a campanha aérea, disse duvidar que as votações de quarta-feira à noite ameacem um projeto que fornecerá dinheiro extra para o prosseguimento das operações militares.
Eu não acredito, disse ele a jornalistas. Nós veremos o que acontecerá na semana que vem.
Mas após as votações, republicanos consideravam a hipótese de recuar dos planos para dobrar a proposta de Clinton para a liberação de US$ 6 bilhões em despesas militares especiais para cobrir os gastos com o conflito em Kosovo.


