Os japoneses votaram em massa no domingo em favor da oposição centrista, que prometeu uma política mais social, após 54 anos de domínio conservador na segunda maior economia do planeta. De acordo com as primeiras estimativas publicadas pela imprensa, o Partido Democrata do Japão (PDJ, centro) reuniria entre 298 e 329 das 480 cadeiras da Câmara dos Deputados, infligindo um duro revés ao Partido Liberal Democrata (PLD, direita), o poderoso movimento conservador, que ficaria apenas com 84 a 131 cadeiras. O primeiro-ministro, Taro Aso, anunciou a intenção de deixar a presidência do PLD. ‘‘Assumo minhas responsabilidades, e vou renunciar’’, declarou. O impopular Taro Aso, 68 anos, deve, porém, permanecer no comando do governo até a eleição do novo premier, Yukio Natoyama, 62 anos, presidente do PDJ, pelo Parlamento, daqui a duas semanas. O PDJ, que já conquistou a maioria no Senado graças à aliança com dois partidos da oposição, exercerá um controle absoluto sobre o Parlamento, e poderá levar adiante seu audacioso programa de reformas.
O anúncio da vitória foi recebido com uma explosão de alegria e uma intensa ovação no quartel-general do PDJ, no bairro de Roppongi, em Tóquio. Após agradecer os eleitores por seu apoio, um sorridente Hatoyama declarou que ‘‘o principal desafio será transformar esta vitória no triunfo do povo,
sem ser arrogante’’.


Ao votar na mudança, os japoneses também quiseram punir os excessos da política liberal conduzida pelo PLD nos últimos anos, responsável, segundo
eles, pela intensificação das desigualdades sociais, do desemprego e da pobreza



Mais de 14 milhões de eleitores participaram da eleição no Japão; em São Paulo, no consulado, 1.612 japoneses deram a sua contribuição cívica


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