Policial confessa que teria evitado acidente em Gênova
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de agosto de 2001
Associated Press<BR>De Roma 
O policial acusado de matar um manifestante antiglobalização durante a cúpula do Grupo dos Oito (G-8) realizada no mês passado em Gênova disse que sente-se mal pelo que aconteceu e, se pudesse, teria evitado tudo.
''Nunca pensei que fosse me envolver numa situação como aquela'', contou Mario Placanica em matéria publicada ontem no jornal italiano ''Corriere della Sera''. Em entrevista publicada na primeira página do diário ele afirma que não tinha alternativa. ''Se eu tivesse a escolha de evitar o que aconteceu, certamente o teria feito'', disse o policial de 21 anos.
Seus comentários foram publicados na véspera do aniversário de um mês da morte do manifestante antiglobalização Carlo Giuliani, de 23 anos, baleado quando tentava atirar um extintor de incêndio contra um jipe da polícia paramilitar Carabinieri. O incidente ocorreu logo no primeiro dia de cúpula.
Para hoje estão planejadas manifestações e passeatas em Gênova, Roma e outras cidades italianas para lembrar a data. Também está programada uma manifestação silenciosa em frente à cadeia de Gênova, onde muitos manifestantes permanecem detidos.


