Um policial municipal foi assassinado a tiros em Barcelona (Nordeste da Espanha) ontem em um atentado atribuído à organização independentista basca ETA, que volta a atacar na capital catalã uma semana depois de ter matado um vereador do Partido Popular (PP, governante) na vizinha Terrassa.
O guarda urbano Juan Miguel Gervilla Valladolid, de 38 anos de idade, morreu às 8 horas locais, quando observou que dois homens empurravam um veículo avariado na avenida Diagonal de Barcelona, e se aproximou para ver o que ocorria. Nesse momento, os dois indivíduos, jovens, segundo algumas testemunhas, dispararam dois tiros contra o policial, atingindo-o no rosto e no peito e causando sua morte imediata. Em seguida, deixaram o local correndo, informaram fontes policiais.
O agente assassinado era casado, tinha dois filhos, de 13 e 8 anos, e estava há 15 anos na polícia urbana.
‘‘Tudo leva a crer’’ que o assassinato foi obra de terroristas da ETA, disse a delegada do Governo na Catalunha, Julia García Valdecasas, adiantando que o policial assassinado ‘‘já tinha salvado muitas vidas’’.
A polícia isolou a área do atentado e desocupou quatro edifícios próximos do lugar onde estava o carro dos supostos ativistas da ETA, temendo que pudesse conter uma bomba. Pouco depois, os técnicos em desativação de explosivos (Tedax) da polícia localizaram no bagageiro do veículo, que tinha placa falsa, um aparelho contendo entre 5 e 6 quilos de explosivos, que conseguiram desativar.

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