Policiais simulam ataque à Embaixada
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quarta-feira, 22 de janeiro de 1997
Reuter, de Lima 
France PressePedradasDurante a simulação, soldados lançaram pedras contra prédio da EmbaixadaUnidades de elite da polícia e do Exército peruanos realizaram simulações de uma ofensiva na vizinhança da residência do embaixador japonês em Lima, informou ontem a imprensa peruana. Durante o treinamento, pedras e pedaços de paus chegaram a ser lançados no jardim da mansão - onde guerrilheiros do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA) mantêm 73 reféns desde 17 de dezembro. A simulação seria a razão pela qual as autoridades peruanas expulsaram, no fim de semana, os repórteres estrangeiros que vigiavam todos os movimentos ao redor da casa e dos telhados das casas vizinhas. A retirada imediata dos jornalistas foi justificada por estritas razões de segurança.
Desde sábado, os rebeldes não transmitem nenhum tipo de mensagem nem há avanço nas negociações de uma saída pacífica para a crise. O presidente Alberto Fujimori afirma não descartar a hipótese de uma solução militar para o sequestro, embora o MRTA tenha garantido que não atentará contra a vida dos reféns. Sob nenhuma circunstância, atuaremos agressivamente contra os reféns, disse o porta-voz do grupo em Estocolmo, Isaac Velazco. Consideramos os reféns como prisioneiros de guerra e os tratamos de acordo com as normas básicas, disse, mas alertou: A menos que o governo ataque a residência e mate os guerrilheiros.
Pesquisa indica
que a população
apóia a forma de
agir de Fujimori
Uma pesquisa divulgada ontem mostrou que a maioria da população peruana está apoiando a forma como o presidente Fujimori lida com a crise dos reféns, em sua quinta semana. Entre 900 peruanos ouvidos, 59% acham que Fujimori está fazendo um bom trabalho, enquanto 30% pensam o contrário e desaprovam o presidente. Uma minoria de 19% acredita que Fujimori deveria ordenar uma operação militar para resgatar os reféns e prender os guerrilheiros. Mas 75% querem que o governo procure uma solução negociada. Apenas 10% da população acham que o governo deve ceder à exigência dos rebeldes de libertar mais de 400 guerrilheiros presos.


