O chefe da Polícia Nacional de Alto Paraná, em Ciudad del Este, no Paraguai, Antoliano Romero Cuenca e o chefe de Investigação, Jara Sosa, e mais dois investigadores, que não tiveram os nomes divulgados, foram presos anteontem sob acusação de participar de um esquema de receptação e comercialização de veículos roubados no Brasil.
Eles são acusados pelo ex-policial Raul Samaniego Bueno de envolvimento com Elfídio Mendoza, apontado como líder da prinipal quadrilha de roubos de carros do Paraguai. Bueno alega ter se demitido da polícia após ter receber um convite para participar das ações da quadrilha.
Bueno teria feito uma série de denúncias ao juiz Romero Orrego que determinou ontem, através do Tribunal de Justiça de Ciudad del Este, o afastamento dos policiais.
Os quatro policiais foram detidos e estão a disposição da Justiça na sede da Polícia Nacional, em Ciudad del Este. A polícia teria encontrada na casa de um dos integrantes da quadrilha 11 veículos roubados no Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Também foram econtrados 34 placas de carros.
De acordo com o diretor de Relações Públicas da Polícia Nacional, Augusto Aníbal de Lima, os policiais são acusados de recuperar carros brasileiros roubados e não devolver aos verdadeiros donos no Brasil. ‘‘A Justiça acredita que a polícia de Ciudad del Este tem conhecimento da venda de carros brasileiros roubados aqui e não faz nada’’, disse.
Segundo Lima, no ano passado outros policiais também foram denunciados pelo mesmo motivo. ‘‘Se for comprovado o envolvimento dos policiais na venda de carros roubados eles devem ser expulsos da polícia e ainda cumprir pena’’, informou.
A polícia brasileira estima que cerca de 150 mil veículos roubados no País são vendidos anualmente em Ciudad del Este. A Ponte da Amizade, na fronteira entre Brasil e Paraguai, é um dos principais pontos de passagem de veículos roubados. Além disso, o Lago de Itaipu também é utilizado pelas quadrilhas para atravessar o Rio Paraná com os veículos roubados.

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