Hong Kong - A polícia de Hong Kong retomou o controle do Parlamento após o local ser ocupado por ativistas durante uma grande manifestação pelo 22º aniversário da devolução do território para a China. Os manifestantes que invadiram a casa legislativa na noite de segunda-feira (horário local) fugiram antes da polícia entrar enquanto forças de segurança lançavam gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar a multidão que estava no entorno do prédio, constatou um jornalista da AFP. O prédio foi completamente tomado e recuperado pela polícia, e apenas alguns jornalistas foram mantidos do lado de dentro.

Manifestantes invadiram o parlamento e forças de segurança reprimiram o protesto
Manifestantes invadiram o parlamento e forças de segurança reprimiram o protesto | Foto: Anthony Wallace/AFP

Algumas horas antes, os manifestantes haviam ocupado o principal recinto do Parlamento, picharam paredes e colocaram uma bandeira da época colonial britânica na mesa do plenário, observou um jornalista da AFP que estava no local. Dezenas de pessoas com o rosto coberto invadiram o espaço, após quebrarem janelas, cantando palavras de ordem e pintando de preto o escudo da cidade.

Em meio a essa situação sem precedentes para a geralmente calma Hong Kong, a polícia advertiu que estava pronta para retomar o controle do prédio com o uso da força. As marchas refletem o medo do povo de Hong Kong em face da crescente influência do governo chinês e em reação a um projeto de lei do governo para autorizar extradições à China continental.

A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, condenou nesta terça-feira (1º) a invasão "extremamente violenta" do parlamento. Ao mencionar os eventos "irritantes e chocantes", ela acrescentou que espera que a sociedade "retorne à calma o mais rápido possível".

Nesta segunda, o Reino Unido manifestou seu apoio "inequívoco" às liberdades de Hong Kong. Já a União Europeia pediu que "se evite a escalada" de violência e convocou as partes envolvidas ao diálogo. "As ações, por parte de um pequeno número de pessoas, não são representativas da grande maioria dos manifestantes, que foram pacíficos", afirmou, em nota, uma porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os manifestantes desafiam o governo chinês em busca da democracia. "Buscam a democracia e creio que a maioria das pessoas quer a democracia. Infelizmente, alguns governos não querem a democracia", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

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