Polícia pressiona por fim de protestos
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segunda-feira, 01 de dezembro de 2008
Folhapress 
São Paulo - A polícia da Tailândia voltou a ordenar ontem que os manifestantes oposicionistas da APD (Aliança pela Democracia), que ocupam o aeroporto internacional Suvarnabhumi, em Bancoc (capital da Tailândia) desde o dia 25, se dispersem. Os policiais proibiram que se formem grupos de mais de cinco pessoas, sob pena de multa ou detenção a quem descumprir a determinação.
Horas antes da ordem policial, explosões deixaram 50 pessoas feridas. As explosões ocorreram nos lcais ocupados pelos manifestantes, no complexo de edifícios do governo, uma estação de TV de oposição ao governo e em uma estrada perto do aeroporto Don Muang, utilizado principalmente para vôos domésticos. Ao menos quatro dos feridos estão em estado grave.
O porta-voz dos manifestantes Suriyasai Katasiya atribuiu a responsabilidade pelas explosões ao governo. As manifestações pelo país já ocorrem há mais de três meses, pressionando para que o primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, renuncie. Ele, por sua vez, afirma ter sido democraticamente eleito e nega que vá renunciar.
No sábado, manifestantes atacaram um posto policial situado nas proximidades do aeroporto internacional, forçando as forças policiais a desistirem de evitar a chegada de mais pessoas ao local. Os confrontos começaram após milhares de policiais tailandeses terem formado um grande cordão de isolamento no aeroporto. Os policiais tinham ordenado que os manifestantes se retirassem do local.
Apoio ao governo
Os manifestantes acusam Wongsawat de ser leal ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, foragido da justiça do país sob acusações de corrupção e abuso de poder. Shinawatra foi deposto em 2006 por um golpe de Estado e hoje vive no exílio.
Wongsawat, no entanto, ainda conta com forte apoio entre a população pobre tanto em áreas urbanas como rurais. Cerca de quatro mil partidários do governo se reuniram ontem para prevenir um eventual golpe de Estado na Tailândia. Vestidos de vermelho, eles se reuniram a poucos quilômetros de seus adversários, que ocupam há mais de três meses os escritórios do primeiro-ministro. ''Estamos reunidos aqui hoje para proteger o sistema democrático e para dizer que não queremos um golpe de Estado'', declarou um líder pró-governo, Jatuporn Prompan. ''O grupo vai ficar aqui até o dia 4 de dezembro.''
A grave crise política que abala a Tailândia há vários meses descambou para a violência nas últimas semanas, depois de uma série de enfrentamentos que deixaram seis mortos e centenas de feridos desde o fim de agosto. Cerca de 100 mil passageiros estão bloqueados em Bancoc, aguardando a reabertura dos dois aeroportos.


