A prisão anteontem dos dois supostos assassinos da 15ª vítima da ETA este ano permitiu, segundo o governo de Madri, desmontar o núcleo mais duro da organização independentista basca em Andaluzia (Sul da Espanha).
Os dois supostos etarras detidos pouco depois do atentado são ‘‘provavelmente responsáveis’’ materiais dos atentados cometidos pela ETA em Andaluzia (três mortos) depois do rompimento de sua trégua no mês de dezembro passado, afirmou ontem à imprensa o diretor de comunicações do Ministério do Interior, Cayetano González.
As pesquisas feitas pela polícia no apartamento, cujas chaves estavam em poder de um dos dois homens, levam a pensar que só duas pessoas moravam no imóvel. ‘‘Tudo em pares’’, adiantou González: duas camas, duas bicicletas, duas armas de fogo, assim como munições e explosivos, que não foram detalhados.
O ministro do Interior, Jaime Mayor Oreja, deveria conceder ontem à tarde uma coletiva à imprensa para explicar os detalhes da investigação, depois de ir a Sevilha para o velório do coronel-médico Antonio Muñoz Cariñanos, de 58 anos de idade, morto anteontem em seu consultório no centro histórico de Sevilha.
Os dois ‘‘pistoleiros’’ da ETA foram detidos na rua, após uma troca de tiros com a polícia.
Jon Igor Solana Matarranz, de 26 anos de idade, se rendeu durante a perseguição aos dois por parte da polícia, poucos minutos depois do assassinato do médico militar.
Seu cúmplice, Harriet Iragi Gurruchaga, de 25 anos, ferido em um ombro pela polícia, conseguiu fugir em princípio e durante várias horas os policiais vasculharam a área do bairro da Macarena, onde finalmente foi encontrado e preso na primeira hora da manhã.

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