São Paulo - Zoltan Bakonyi, o presidente da MAL Zrt, fábrica de alumínio responsável pelo vazamento de lama tóxica na Hungria, foi preso ontem para interrogatório. O anúncio da prisão foi feito pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, durante pronunciamento ao Parlamento, em Budapeste.
O líder acrescentou que a empresa seria temporariamente nacionalizada até que quatro operações do Estado em relação ao desastre estiverem finalizadas. A lista inclui as indenizações que devem ser pagas aos atingidos pela lama tóxica, a garantia por parte da fábrica de que os empregos de seus funcionários sejam garantidos, que os responsáveis pelo desastre sejam julgados e que indústrias com riscos potenciais sejam identificadas.
''Precisamos manter o controle estatal da empresa responsável pelo vazamento da lama vermelha e de todos os seus bens até que estas quatro etapas sejam concluídas'', disse Orban. O primeiro-ministro afirmou ainda que um comissário estatal seria indicado para controlar a empresa e gerenciar seus bens.
O anúncio de Orban chega horas após a conclusão de um dique de emergência para deter a maré de lama vermelha altamente tóxica que há uma semana vazou do depósito da fábrica de alumínio em Ajka, 160 quilômetros a oeste de Budapeste.
A lama se espalhou por uma superfície de 40 quilômetros, destruindo o ecossistema dos rios Torna e Marcal e chegando ao rio Raab, afluente direto do Danúbio.
E o número de mortos em decorrência do vazamento chegou a oito, depois de as equipes de resgate encontrarem o corpo da última pessoa desaparecida. O corpo foi achado no lodo, entre as localidades de Devecser e Kolontar. A ruptura de um dique que acumulava resíduos tóxicos de uma fábrica de alumínio há uma semana deixou ainda ao redor de 150 feridos, além de afetar uma área de cerca de 40 quilômetros quadrados.
Ainda não se sabe o que causou o vazamento, mas meteorologistas disseram que chuvas de verão pela Europa foram 200% acima do normal, o que poderia ter enfraquecido o reservatório.

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