A polícia turca deteve 580 pessoas nas ruas de Istambul ontem em protestos para marcar o Dia do Trabalho, que terminaram em confrontos entre policiais e manifestantes.
Grande parte dos manifestantes, em sua maioria ativistas de esquerda, foi presa na praça Taksim e em ruas vizinhas. Há 30 anos, 34 pessoas morreram quando um atirador abriu fogo durante um ato para marcar o 1º de maio na praça. Foi a primeira vez desde o golpe militar de 1980 que autoridades permitiram que manifestantes e reunissem no local.

Rússia - Em Moscou, cerca de 50 mil manifestantes foram às ruas para comemorar o 1º de maio. A polícia moscovita mobilizou cerca de 15 mil homens para garantir a segurança e a ordem. Em todo o país, são 225 mil. Na Rússia, além de ser o Dia do Trabalho, o 1º de maio é comemorado como o Dia da Primavera.
O maior ato, curiosamente, foi organizado de forma conjunta pelo partido do Kremlin, Rússia Unida, e pela Federação de Sindicatos Independentes. Mais de 20 mil pessoas foram reunidas sob o lema ''Pelos direitos dos trabalhadores, por uma vida digna''.

Alemanha - Em Berlim, a polícia deteve 61 pessoas na madrugada de ontem. Jovens, em sua maioria bêbados, lançaram garrafas contra policiais e acenderam rojões, segundo a polícia. Alguns também atiraram pedras contra os policiais.
Os incidentes aconteceram em Friedrichshain, bairro alternativo localizado na parte leste de Berlim. Cerca de 600 pessoas se reuniram na noite de ontem entre Friedrichshain e Kreuzberg, outro bairro alternativo onde incidentes são frequentes no dia 1º de maio.

Japão - Cerca de 42 mil pessoas se manifestaram ontem em Tóquio, convocadas pela Confederação de Sindicatos do Japão, num parque da capital japonesa, para pedir melhores condições de trabalho, segundo informou o site da rede de TV NHK.
A concentração em Tóquio foi uma das manifestações de trabalhadores convocadas ontem em todo o Japão. O presidente da Confederação de Sindicatos, Mitsuo Bannai, pediu um aumento do salário mínimo e empregos mais estáveis para lutar contra as desigualdades.
Manifestantes ouvidos pela NHK afirmaram que as empresas estão mais interessadas em lucros do que nas reivindicações dos trabalhadores.

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