Polícia prende 55 ativistas pró-Zelaya
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo - A polícia de Honduras prendeu ontem 55 apoiadores do presidente deposto Manuel Zelaya, entre eles seis mulheres e duas crianças, que ocupavam o prédio do Instituto Nacional Agrário (Ina) há três meses, desde que Zelaya foi deposto em golpe. A polícia afirmou que a operação foi pacífica e que os detidos foram levados para prestar depoimento.
A operação foi realizada após dois dias de intensificação do policiamento nas ruas da capital Tegucigalpa, onde Zelaya se refugia, dentro da Embaixada do Brasil. As forças antidistúrbios impediram nesta semana manifestações favoráveis ao presidente deposto.
Os militares mantêm ainda o cerco em torno da embaixada brasileira, de onde expulsaram cerca de 5.000 manifestantes com canhões de água e gás lacrimogêneo no último dia 22, um dia após o retorno de Zelaya ao país.
Os confrontos entre manifestantes e as forças de segurança deixaram ao menos dois mortos, segundo dados do governo. Zelaya diz, contudo, que o número passa de dez.
Cerca de 150 soldados e policiais atuaram na operação de retirada dos manifestantes pró-Zelaya, em sua maioria camponeses que usavam o prédio do Ina como residência temporária para participar dos protestos em favor da restituição. Eles estão no prédio há cerca de três meses, desde o golpe de 28 de junho que depôs Zelaya.
A medida foi justificada pelo governo interino como parte do estado de exceção decretado no domingo e que restringe as liberdades civis no país.
O decreto limita por 45 dias as liberdades de locomoção, de reunião e de expressão do pensamento e autoriza as detenções sem ordem judicial prévia. Ele estabelece ainda a possibilidade de retirar pessoas que ocuparem instituições
públicas por causa da crise política em Honduras.
O decreto está sendo discutido em vários setores e apelos foram enviados, disse Orlin Cerrato, porta-voz da Polícia Nacional. Mas ele permanece válido.


