Polícia paquistanesa intensifica busca
France Presse
A polícia paquistanesa intensificou ontem a busca de um homem suspeito de praticar assassinatos em série. Ele confessou, através de carta anônima, ter eliminado cerca de 100 meninos, cujos corpos teriam sido dissolvidos em ácido, informou uma fonte oficial.
Os investigadores encontraram os restos de dois corpos de meninos destruídos por meio de uma substância química, ao revistar a casa de um subúrbio pobre de Lahore. O endereço foi indicado na própria carta, enviada à polícia em 22 de novembro.
Matei 100 meninos mendigos e pus seus cadáveres num tonel, afirma a carta, que os investigadores atribuem a Javed Iqbal, preso em duas ocasiões nos últimos oito anos.
O governo ofereceu uma recompensa de um milhão de rúpias (20 mil dólares) pela captura do assassino.
Na carta, o homem afirma estar se vingando contra a polícia, que o prendeu após uma agressão sexual a um menino.
Iqbal foi preso em 1989 e encarcerado 18 meses antes de ser libertado. Voltou a ser preso em setembro de 1998, quando um vizinho o acusou de ter abusado sexualmente de seu filho.
A polícia deteve sete amigos e parentes de Iqbal para interrogatório. Eles confirmaram que Iqbal abusava sexualmente de meninos.
Segundo a polícia, Javel Iqbal enviou 32 páginas de uma agenda, em que aparecem os nomes e endereços de cerca de dez meninos, assim como um álbum que contém as fotos dos meninos presos, antes de serem assassinados nos últimos meses.
As roupas de 60 meninos, guardados como lembrança pelo assassino em casa, foram reconhecidas por seus pais. As sandálias de 77 meninos e cerca de 100 brinquedos foram expostos na delegacia.
Conseguimos reunir as informações relativas a algumas vítimas e pensamos que o número de vítimas pode não ser falso, declarou um oficial. Outros investigadores, porém, ainda acham que 100 vítimas podem ser um exagero do criminoso.
Além das roupas, os investigadores acharam na casa tonéis de ácido nítrico vazios, garrafas de álcool também vazias e máscaras contra gases.
Iqbal afirma em sua carta que, ao ser detido, a polícia o maltratou. Prometi que faria 100 mães chorarem e sofrerem, da mesma maneira que minha mãe chorou e gritou de dor.





