São Paulo - A polícia de Londres realizou ontem uma ação na estação de Stockwell (sul) e matou um homem, um dia após o registro de novas tentativas de explosões nos sistemas de transporte da cidade, em uma ação semelhante aos atentados do último dia 7, que mataram 52 pessoas além dos quatro suicidas autores da ação, e deixaram 700 feridos.
Segundo um porta-voz da Scotland Yard (polícia britânica) ''após as 10h (6h de Brasília), agentes armados entraram na estação de Stockwell. Um homem foi detido e, subsequentemente, levou tiros da polícia. Foi declarado morto no local''.
O serviço em duas linhas do metrô Victoria e Northern foi suspenso ontem pela manhã, a pedido da polícia metropolitana, após o ocorrido, e reiniciado tempos depois. A estação de Stockwell permanece fechada, e os trens passam direto por ela.
Duas outras estações Highbury e Islington que ficam no fim da linha Victoria também tiveram todos os passageiros retirados após o ocorrido em Stockwell, afirmaram as autoridades, sem informar o motivo da aplicação dos procedimentos de segurança nesses locais.
Todos os passageiros foram retirados do trem na estação Stockwell ontem. Segundo testemunhas citadas pelo jornal britânico ''The Times'', policiais à paisana seguiam um jovem asiático no metrô. Ele usava roupas pesadas de inverno, o que pode ser um indicativo de que carregasse consigo explosivos, e tentava embarcar na linha nordeste quando foi pego pela polícia.
Um dos passageiros que estava no metrô no momento da ação policial, Mark Whitby, declarou à rede de informações britânica BBC que viu ''vários policiais vestidos à paisana perseguindo um homem asiático que tentava escapar''. ''Finalmente jogaram-no ao chão e dispararam contra eles várias vezes e quase à queima-roupa'', afirmou.
É raro acontecer tiroteios em Londres, onde a polícia não anda armada, a não ser as unidades policiais que têm permissão para usar armas. De acordo com o ''Times'', a polícia de Londres tem permissão de atirar para matar qualquer suspeito de terrorismo.
A polícia britânica também prendeu dois homens suspeitos de envolvimento nos incidentes. Segundo um porta-voz da polícia, um dos homens foi preso perto de Downing Street, local onde mora o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. O segundo suspeito foi detido em um ponto próximo à estação de metrô de Warren Street local onde aconteceu um dos incidentes de quinta-feira. Os homens passariam por interrogatório, segundo a polícia.

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