Polícia investiga vínculo de islamitas britânicos com explosões
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sexta-feira, 19 de março de 2004
France Presse 
Londres - A polícia britânica está investigando o que considera ''um vínculo indubitável'' entre os atentados de Madri e os islamitas instalados na Grã-Bretanha, enquanto as principais suspeitas recaem sobre o palestino Abu Qatada.
''Nós acreditamos que o que aconteceu em Madri tem um vínculo com Londres'', afirma Sir John Stevens, o diretor da Scotland Yard, citado pelo jornal The Independent esta sexta-feira.
Embora John Stevens não tenha dado detalhes sobre a natureza deste ''vínculo'' e as pessoas afetadas, todas as atenções convergem para Abu Qatada, um palestino de 43 anos encarcerado na prisão londrina de Belmarsh e apresentado pelo juiz espanhol Baltazar Garzón como ''o embaixador europeu'' de Osama bin Laden.
A partir da última terça-feira, o chefe da Scotland Yard havia dito que Abu Qatada estava na linha de mira dos investigadores. ''Iremos aonde nos levarem as provas. E se isso nos levar a Belmarsh, ali iremos'', indicou.
Este palestino que se encontra atrás das grades deste presídio de alta segurança desde outubro de 2002 chegou ao Reino Unido em setembro de 1993 com sua esposa e seus três filhos. Sempre desmentiu qualquer implicação nas atividades terroristas.
Outro suspeito é Mohamed Al Gerbuzi, suposto fundador do Grupo Islâmico Combatente Marroquino, um movimento integrado por antigos voluntários no Afeganistão. Ele vive em Londres há 16 anos e possui um passaporte britânico. Gerbuzi escapou de vários pedidos de extradição de Marrocos por seu suposto papel nos atentados suicidas de Casablanca, que causaram 45 mortos no dia 16 de maio de 2003 e pelos quais foi condenado à revelia a 20 anos de prisão.


