São Paulo - A polícia de Birmingham, no centro da Inglaterra, investiga a morte de três homens que foram atropelados na madrugada de ontem. A polícia não soube informar se as mortes estão diretamente relacionadas aos distúrbios registrados na cidade, parte da onda de violência que já dura quatro dias.
Segundo a rede britânica BBC, as vítimas integravam um grupo de autodefesa formado para evitar saques na região. No momento do atropelamento, os três saíam de uma mesquita.
Os homens foram atropelados pouco depois da 1 hora. Dois morreram na hora, o terceiro chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a BBC, 200 membros da comunidade asiática de Birmingham se reuniram ao redor do Hospital City, para o qual as vítimas foram levadas. A polícia isolou a área. Testemunha do crime, Mohammed Shakiel disse aos jornalistas que as vítimas têm entre 20 e 31 anos e confirmou a versão de que eles protegiam as lojas locais. Ele disse ainda que vários carros passaram pelo grupo de ''guardas'' e seus ocupantes gritaram ofensas. Um dos veículos voltou e subiu na calçada, lançando os três homens no ar.
Em Londres, centenas de habitantes se organizaram durante a madrugada de ontem em milícias para evitar saques, depois de quatro dias de distúrbios que começaram na capital britânica e se espalharam para diversos pontos do país.
A noite foi tranquila na capital, onde a presença policial foi consideravelmente reforçada, com 16 mil agentes nas ruas, mas a tensão ainda era grande. No total, 770 pessoas foram detidas nos distúrbios registrados nos últimos quatro dias em Londres e outras cidades, segundo o balanço mais recente divulgado pela polícia. A polícia também registra 111 feridos, vítimas de projéteis como tijolos, garrafas e pedaços de madeira.
Os distúrbios iniciados na capital também afetaram Manchester, a terceira maior cidade do país país, Nottingham, Birmingham, Liverpool, Salford, Bristol e Gloucester.
''O Reino Unido não permitirá que a cultura do medo tome conta das ruas'', insistiu ontem o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que afirmou que a polícia tem planos de contingência para usar jatos d'água se necessário for.

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