Polícia invade hospital e mata 10 sequestradores
Associated Press
De Ratchaburi, Tailândia
Dois estudantes rebeldes com um histórico de sequestro estavam entre os 10 insurgentes de Myanmar (antiga Birmânia) mortos nesta terça-feira durante uma operação das forças de segurança tailandesas para libertar centenas de pessoas presas durante a tomada de um hospital, informaram autoridades locais.
Os dois foram identificados como líderes dos Vigorosos Estudantes Lutadores Birmaneses, que invadiram a Embaixada de Myanmar em Bangcoc em outubro para protestar contra o governo militar e obtiveram permissão para fugir em troca da libertação de dezenas de reféns mantidos por eles durante 26 horas.
Desde então, eles se refugiaram em Myanmar ao longo da conturbada fronteira com o Exército de Deus, um grupo da minoria karen liderado por dois irmãos gêmeos de 12 anos aos quais são creditados poderes místicos.
Desta vez, as autoridades tailandesas adotaram uma postura mais rígida, dizendo que não jogariam com o tempo para não arriscar a vida dos reféns.
Nenhum civil ficou ferido durante a ação de ontem promovida por comandos policiais e forças especiais do exército durante cerca de uma hora, acabando com 22 horas de tensão. Cinco oficiais resultaram feridos.
O primeiro-ministro Chuan Leekpai considerou que o resgate obteve muito êxito, com a libertação de todos os reféns.
Mas a exposição pública dos corpos parecia uma tentativa de evitar as especulações. Em algumas ocasiões a polícia tailandesa foi acusada de matar criminosos violentos a sangue frio após a captura.





