O Equador viveu ontem o segundo dia de greve geral com protestos de rua em Quito, a capital. Os líderes sindicais equatorianos têm realizado manifestações, atacando duramente o presidente Jamil Mahuad. Até agora, segundo a polícia, foram detidos 235 equatorianos. Nos confrontos ocorridos na quarta-feira, dez ficaram feridos.
Na terça-feira o governo havia decretado estado de emergência para enfraquecer as ameaças dos trabalhadores de paralisar os serviços públicos, como água, petróleo, telecomunicações e eletricidade. ‘‘Esta manobra fracassou. O governo não pode conter o descontentamento e a indignação popular’’, desabafou o dirigente da Frente Popular, Luis Villacís.
Mahuad assumiu o poder em agosto. Passa pelo pior momento de sua gestão, com apenas 26% de popularidade. No ano passado, o país registrou a maior inflação da América Latina, 43,4%.
Enquanto o governo pede calma à população, os bancos estão mais preocupados com o que o novo plano econômico anunciado ontem trará do que com os gritos das ruas. ‘‘Não podemos nos enganar. As medidas que virão serão extremamente dolorosas’’, disse o presidente da Associação dos Bancos Privados do Equador, Carlos Larreátegui.France PresseProtestoManifestantes queimam pneus e gritam frases de protesto em QuitoReuters

mockup