Polícia evita atentado contra Juan Carlos
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sábado, 16 de setembro de 2000
France Presse De Hernani 
A polícia autônoma basca impediu a realização de um atentado contra o rei da Espanha e o chefe do governo José Maria Aznar perto de museu Chillida, em Hernani (País Basco, norte), ao apreender ontem oito lança-granadas prontos para ser usados, afirmou a polícia basca.
O rei e a rainha Sofia participaram ontem, no início da tarde, da inauguração do museu do escultor basco Eduardo Chillida, junto com o chefe do governo espanhol, José María Aznar, e o chanceler alemão Gerhard Schroeder.
A polícia apreendeu várias granadas e lança-granadas, que estavam prontos para ser utilizados e apontavam para o museu a partir de uma colina próxima, a 600 metros de distância, informou um porta-voz da polícia basca.
No entanto, uma total confusão reinava ontem pela manhã em Hernani, onde a Erzaintza, a polícia autônoma basca, e as autoridades espanholas, que suspeitavam da organização separatista basca ETA, difundiram versões contraditórias sobre esta descoberta.
As oito granadas, descobertas durante uma revista de segurança, eram dotadas de um mecanismo de tempo para detonar e estavam armadas para explodir a 600 metros do Museu Chillida, inaugurado ontem pelo rei Juan Carlos da Espanha, declarou o delegado do Governo no País Basco, Enrique Villar.
As oito granadas de marca Mekar 43, unidas entre si por um cabo, estavam prontas para explodir e foram desativadas pelos especialistas da polícia.
Um porta-voz da polícia basca em San Sebastián afirmou, no entanto, que os projéteis estavam mal direcionados e não poderiam alcançar o alvo.
Na quinta-feira passada, um dirigente do braço político da ETA havia dito que o rei Juan Carlos e o presidente do Governo espanhol José María Aznar não seriam bem-vindos a Hernani, que é um reduto separatista no País Basco.
Inúmeros panfletos com a inscrição basca Euskal Herria askatu, Hernani ez da Espainia, kanpora! (País Basco livre, Hernani não é a Espanha, fora!), foram colados nos muros desta localidade de 19 mil habitantes, nos subúrbios de San Sebastián, governada por maioria absoluta pelo Euskal Herritarrok (EH), braço político da ETA.
José María Aznar, por sua vez, agradeceu ontem ao governo francês por sua colaboração na luta antiterrorista, um dia depois da prisão, na França, do suposto chefe da organização separatista basca ETA, Iñaki de Rentería.
Quero agradecer ao governo francês sua cooperação, declarou Aznar, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o chanceler alemão Gerhard Schroeder, depois da reunião de cúpula hispano-alemã que foi realizada em Segóvia.


