São Paulo - A polícia iraquiana encontrou ontem 65 corpos em diferentes partes de Bagdá, a maioria com mãos e pés amarrados e sinais de tortura, segundo informações oficiais divulgadas ontem. Todos teriam sido mortos nas últimas 24 horas.
A nova descoberta de corpos sinaliza que a violência sectária entre xiitas e sunitas que atinge o Iraque desde fevereiro último continua sem solução, apesar de mais de 60 mil homens do Exército e da polícia terem sido disponibilizados para reforçar a segurança no país.
As primeiras informações dão conta que os corpos seriam de pessoas sequestradas como parte do conflito entre xiitas e sunitas, antes de serem assassinadas por seus sequestradores.
Dois carros-bomba que tinham como alvo patrulhas iraquianas mataram ao menos 22 pessoas e feriram outras 76. A primeira explosão matou 14 pessoas nas proximidades de um quartel-general. O segundo carro-bomba mirava policiais que trabalhavam numa central de energia elétrica, no setor leste de Bagdá.
Também ontem, o comando militar dos EUA confirmou a morte de um de seus soldados na Província de Anbar, onde forças americanas rejeitam informações de que teriam perdido o controle da segurança local para células da rede terrorista Al-Qaeda e outros grupos de sunitas insurgentes.
Outro soldado dos EUA morreu durante a madrugada de ontem em uma região perto de Bagdá. Em Baquba, um civil e um policial morreram ao ser atingidos por um grupo de pistoleiros.

mockup