A polícia israelense mobilizou ontem milhares de homens para a ''marcha de Jerusalém'', depois de um atentado palestino com arma automática no qual ficou ferido um casal de israelenses no setor leste da cidade. A ''marcha de Jerusalém'', um acontecimento com matizes nacionalistas e esportivos, marca a lealdade do povo judeu à Cidade Santa e acontece todos os anos durante o Sucot, a Festa dos Tabernáculos, que comemora a estada dos hebreus no deserto depois de sua saída do Egito.
Israel considera que toda a cidade é sua capital unificada e eterna, enquanto os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado no setor oriental.
Os representantes de movimentos juvenis, os sindicatos, a polícia, o exército, as grandes empresas industriais, assim como os peregrinos integristas cristãos pró-israelenses começaram a percorrer o trajeto na manhã de ontem, antes de congregarem-se em ambiente festivo no centro da cidade.
Cerca de 25.000 fiéis judeus participaram na ''bênção dos Cohen'' (os sacerdotes), tradicional no Sucot, frente ao Muro Ocidental das Lamentações, situado mais abaixo da Esplanada das Mesquitas de Jerusalém. A polícia limitou o acesso à Esplanada das Mesquitas aos muçulmanos maiores de 40 anos.

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