Londres - A polícia britânica pediu ontem às empresas e aos cidadãos maior vigilância, após uma série de cartas-bomba não reivindicadas por nenhum grupo e que deixaram sete pessoas levemente feridas nos últimos cinco dias.
As mais recentes vítimas foram três mulheres que ficaram levemente feridas na explosão de uma carta-bomba recebida por um centro de emissão de habilitações para motoristas de Swansea (País de Gales), ontem.
Uma carta-bomba já havia explodido na segunda-feira em Londres nos escritórios de uma empresa encarregada do recolhimento das taxas de trânsito. Uma mulher teve que ser hospitalizada.
Na terça-feira, dois funcionários de uma empresa de contabilidade ficaram levemente feridos em uma outra explosão.
E no sábado passado, o diretor de uma empresa também se feriu ao abrir uma carta-bomba recebida em sua casa.
Segundo o coordenador da investigação, Anton Setchell, as cartas-bomba, de formato A5 (21X14 cm), continham uma ''pequena'' carga explosiva ''de natureza pirotécnica'' e tinham como objetivo ''chocar e provocar ferimentos relativamente pequenos''.
Ele afirmou, no entanto, que as ''linhas de investigação prioritárias'' estavam voltadas para extremistas da causa animal, particularmente violentos na Grã-Bretanha, ou motoristas revoltados, já que as três empresas atingidas trabalhavam com o trânsito.
No total, sete cartas-bomba foram enviadas desde o dia 18 de janeiro.
A primeira foi recebida por uma mulher que trabalhava para a empresa Orchid Cellmark em Abingdon (Oxfordshire), ficou levemente ferida na mão ao abrir uma carta-bomba.
Duas outras cartas parecidas foram recebidas por um laboratório de Birmingham, e uma outra por uma empresa próxima.
Uma destas cartas tinha como destinatário o endereço de Barry Horne, um extremista da causa animal que morreu na prisão em 2001.
O ministro do Interior, John Reid, referiu-se aos casos recentes como ''incidentes preocupantes'' e o primeiro-ministro, Tony Blair, afirmou que está acompanhando o caso ''de muito perto''.

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