Polícia dissolve protesto em Maracaibo
Caracas Policiais da Guarda Nacional (GN) dispersaram ontem com bombas de gás lacrimogêneo um protesto da oposição em Maracaibo, capital de Zulia, o principal estado produtor de petróleo da Venezuela, durante o vigésimo segundo dia de greve geral contra o presidente Hugo Chávez.
Centenas de opositores tentaram atravessar a ponte sobre o Lago de Maracaibo (500 km a oeste de Caracas) para pedir o afastamento do presidente, quando foram repelidos, segundo imagens transmitidas pela TV local.
Os manifestantes preparavam-se para uma passeata de apoio aos tripulantes dos navios-tanques ancorados no canal do Lago de Maracaibo e em outras partes do litoral do país.
Ameaça ignorada A oposição venezuelana informou que ignora a ameaça do presidente Hugo Chávez, que prometeu prender qualquer pessoa que impeça a reativação da indústria petrolífera. ''Vamos desobedecer as ordens do presidente. Ele terá que prender pelo menos seis milhões de venezuelanos, Estamos dispostos a ir para a cadeia'', disse o líder opositor William Dávila.
Natal A greve geral na Venezuela chegou ontem à sua quarta semana ameaçada por uma lenta e difícil contra-ofensiva do governo para retomar a atividade petroleira às vésperas de um Natal que se anuncia triste.
A maioria dos estabelecimentos de Caracas e das principais cidades do país já está funcionando, mas apenas as lojas de quinquilharias, os supermercados e os postos de gasolina estão sendo procurados pelos venezuelanos.
Os principais centros comerciais de Caracas continuam fechados.





