São Paulo - As autoridades da França anunciaram nesta terça-feira (20) a detenção de quatro familiares do extremista que, na véspera, avançou com um carro com explosivos e armas contra uma viatura da polícia na avenida Champs-Élysées, em Paris. Em uma operação de busca na residência do suspeito, localizada na região de Paris, foram detidos a ex-mulher do suspeito, o irmão e a cunhada dele. Em outro local, foi detido o pai do extremista. Ainda não está claro se esses familiares têm alguma relação com o terrorismo.
As agências de notícias, que citam fontes com conhecimento dos detalhes da investigação, dizem que a polícia encontrou também um "arsenal" na casa do radical. E que ele jurou lealdade ao Estado Islâmico em uma carta endereçada ao cunhado.
O suspeito, morto durante a tentativa de ataque, foi identificado como Adam Djaziri, 31. Ele era conhecido da polícia desde 2015 por atividades extremistas. Tinha licença de porte de armas para prática de tiro esportivo, o que provocou questionamentos às autoridades. Na carta encontrada pela polícia, segundo as agências, Djaziri diz que usou a prática esportiva como pretexto para reunir um arsenal com a intenção de praticar um atentado.
O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, disse nesta terça que a licença foi emitida antes de Djaziri ser identificado como um potencial militante radical e, portanto, não havia razão à época para negar a permissão.

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