São Paulo - A polícia executou ontem uma explosão controlada de um carro suspeito no hospital escocês onde está internado um dos autores do atentado frustrado anteontem contra o aeroporto de Glasgow, anunciou um porta-voz policial.
O veículo, que estava no estacionamento do hospital Royal Alexandria, estava sob suspeita de ligações com o ataque de sábado, no qual um carro em chamas invadiu o principal terminal do aeroporto de Glasgow, segundo a polícia de Strathclyde.
Um dos homens que estava dentro do veículo, que apresenta queimaduras graves e que segundo várias testemunhas havia se molhado com gasolina, está hospitalizado em estado crítico no Royal Alexandria.
Os dois homens avançaram com um carro em direção aos portões do principal terminal do aeroporto, o que provocou um incêndio. Em seguida foram presos pela polícia.
No interior do veículo foram encontrados botijões de gás. A polícia se negou a confirmar a presença de pregos, mencionada por alguns meios de comunicação. Segundo o chefe de Governo escocês, Alex Salmond, nenhum dos dois homens já havia morado na Escócia.
Várias testemunhas afirmaram que os dois homens presos tinham aparência indo-paquistanesa e uma delas afirmou que o motorista foi preso aos gritos de ''Alá, Alá''.

Prisões - A polícia do Reino Unido também deteve, na tarde de ontem, em Liverpool, mais um suspeito de envolvimento no ataque com um carro em chamas no aeroporto de Glasgow, ocorrido sábado.
Outros dois homens foram presos em Cheshire, noroeste da Inglaterra, na madrugada do domingo. Além deles, mais dois, que estavam no carro, foram presos logo após deixarem o veículo diante da porta de vidro que dá acesso ao principal terminal do aeroporto.
Além deles, mais dois, que estavam no carro, foram detidos após deixarem o veículo diante da porta de vidro que dá acesso ao principal terminal do aeroporto.

EUA - O terminal da companhia aérea American Airlines no aeroporto John F. Kennedy de Nova York foi esvaziado ontem, por cerca de uma hora, para permitir à polícia a investigação de um pacote suspeito que, no entanto, só continha perfume.
O temor surgiu depois que funcionários do setor de transporte norte-americano reforçaram a segurança nos aeroportos, em seguida à descoberta de dois carros-bomba na sexta-feira em Londres e ao lançamento de um jeep em chamas contra um terminal do aeroporto de Glasgow, na Escócia, no sábado.
O secretário de segurança nacional Michael Chertoff disse à televisão norte-americana domingo que não há informação específica da inteligência que justifique elevar o nível de alerta nacional depois do ocorrido na Grã-Bretanha.

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