São Paulo- A polícia britânica deteve ontem um oitavo suspeito de conexão com terrorismo, após a prisão de sete supostos membros de uma célula acusada de lançar um jipe em chamas contra o aeroporto de Glasgow, na Escócia, no último sábado, e deixar dois carros-bomba em Londres na sexta-feira.
A detenção teria ocorrido no aeroporto de Stansted, ao norte de Londres, depois que autoridades descobriram um pacote suspeito. Por volta das 19h (15h de Brasília), especialistas em explosivos examinavam uma sacola encontrada perto de uma das entradas do aeroporto, quando o suspeito foi preso após retornar ao local.
Não foram divulgados mais detalhes. Não ficou claro se o caso tem relação com as ações ocorridas em Glasgow e em Londres. Segundo a polícia, parte do
terminal foi fechado.
Autoridades do Departamento de Contraterrorismo afirmaram anteriormente que o grupo terrorista incluiria ao menos oito integrantes, que seriam liderados por um homem identificado como ''Mr. Big''. Cinco pessoas foram detidas no final de semana. Entre eles, estariam dois médicos -um do Iraque e outro da Jordânia- que trabalhavam em hospitais britânicos.
A prisão de outros dois suspeitos foi anunciada pela polícia na manhã de ontem. Segundo jornais britânicos, eles também seriam médicos -um deles um iraniano que trabalharia no Hospital North Staffordshire, no centro da Inglaterra. O porta-voz do hospital recusou-se a comentar o caso.
No sábado, o motorista do jipe em chamas lançado contra o aeroporto escocês e seu acompanhante foram presos. Ambos sobreviveram, mas o motorista sofreu queimaduras.
O atentado ocorreu apenas 36 horas depois que policiais desativaram duas Mercedes munidas com cilindros de gás, galões de gasolina e pregos deixados no centro de Londres.
As prisões também incluem um homem de 26 anos e uma mulher de 27 detidos em uma rodovia no norte da Inglaterra no sábado, além de um homem de 26 anos em Liverpool.
A rede de TV americana CNN afirmou ontem que um esquadrão antibombas foi chamado para um hospital em Glasgow e realizou explosões controladas de dois artefatos suspeitos. O local é o mesmo onde um dos acusados de tentar cometer o atentado no aeroporto de Glasgow no sábado está recebendo tratamento.
O Hospital Royal Alexandra continuou com funcionamento normal, segundo as autoridades locais, e as explosões não representaram risco para o público e o hospital.
A nova ministra do Interior, Jacqui Smith, afirmou que o Reino Unido enfrenta uma ''séria ameaça terrorista'' e pediu que a população fique em alerta. ''Não vamos deixar este terrorismo nos intimidar'', disse ela à rede de TV Sky News. ''Obviamente, precisamos acirrar as medidas de segurança, e precisamos que a população fique o mais vigilante possível''.
Em julho de 2005, o Reino Unido tornou-se o primeiro país da Europa Ocidental a ser alvo de ataques suicidas, após uma série de atentados contra a rede de transportes londrina, que matou 52 pessoas.

Um esquadrão antibombas realizou explosões controladas de dois artefatos suspeitos em um hospital em Glasgow: o local é o mesmo onde um dos acusados de tentar cometer o atentado no aeroporto de Glasgow no sábado está recebendo tratamento

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