Polícia acha 9 cadáveres de brasileiros
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quarta-feira, 09 de julho de 1997
France Presse Assunção 
Corpos de nove brasileiros, seis homens e três mulheres, foram achados ontem por policiais paraguaios, com marcas de tortura, enterrados perto da fronteira, 20 metros para dentro do território paraguaio, a 550 km ao nordeste de Assunção. A polícia suspeita que as vítimas foram executadas no Brasil e depois desovadas no Paraguai.
A polícia acredita em vingança pela morte de um policial militar brasileiro encomendada pela máfia da região de Ponta Porã, no Brasil, vizinha da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero. Os cadáveres foram encontrados mutilados e com perfurações de bala. As investigações da polícia paraguaia apontam para o Grupo de Operações da Fronteira (GOF), um grupo de policiais brasileiros que faz justiça pelas próprias mãos.
O massacre coincide com o assassinato no último domingo de um policial brasileiro numa festa em Ponta Porã, identificado como Damião Galdino de Moura. Antes de investigar, o GOF teria executado amigos do suspeito e depois desovado os corpos no Paraguai. O procedimento é típico das máfias do narcotráfico e de contrabando. Queimas de arquivo são rotina neste setor, para proteger os chefes, segundo informou a polícia paraguaia.
Os mortos identificados pela polícia são: Dorivaldo dos Santos Gada (38 anos), Osvaldo Batista Tarcilio (30), Maria Mirta Lopes (24), Jane Teodora dos Santos (23), Natalice Reyes Rotela, Sebastião Moratto (31) e sua enteada, Maria Duarte (18). Não há informações sobre o resto dos mortos, mas todos moravam no bairro Jardin Primor de Ponta Porã. Moratto estava internado num hospital de Ponta Porã de onde foi sequestrado e morto com 23 disparos, no pátio do estabelecimento.


