São Paulo - A Hungria abriu uma investigação ontem para determinar as causas do vazamento de lama tóxica que já causou ao menos quatro mortes e ameaça contaminar o Rio Danúbio, motivando alerta da União Europeia para a possibilidade de alastramento por outros países.
Ainda não se sabe por que motivo parte do reservatório em que se encontrava o lixo tóxico, em uma refinaria na cidade de Ajka (160 km a oeste de Budapeste), se rompeu.
A decisão da Hungria de colocar a Polícia Nacional à frente das investigações revela a importância e a complexidade da tragédia.
O premiê Viktor Orban disse que as autoridades foram pegas de surpresa pelo desastre, uma vez que há duas semanas o local havia sido inspecionado, e, afirmou, nenhuma irregularidade foi encontrada.
O governo húngaro estima que serão necessários pelo menos um ano e milhões de dólares para limpar as cidades atingidas pelo desastre ambiental, que levou à decretação de estado de emergência em três cidades do sudoeste do país.
Equipes de socorro concentram esforços no momento em evitar que a lama chegue ao Rio Danúbio, que corta o país a atravessa Croácia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Ucrânia e Moldova antes de desaguar no mar Negro.

mockup