O interrogatório de ontem se realizou em meio a uma forte polêmica provocada na véspera, depois que um dos médicos que acompanharam os exames neurológicos e psiquiátricos de Pinochet disse que o resultado dos exames foi alterado.
Sete dos especialistas assinaram um documento no qual afirmam que Pinochet sofre de ‘‘demência vascular subcortical moderada’’, mas o neurologista designado pelos acusadores, Luis Fornazzari, disse que as conclusões foram modificadas e que os termos acertados para o diagnóstico falavam em ‘‘demência de leve a moderada’’.
O tipo de demência do ex-ditador afeta a memória a curto prazo, o raciocínio e o juízo, entre outras alterações, mas não implica loucura.
A diferença entre uma demência ‘‘de leve a moderada’’ e uma simplesmente ‘‘moderada’’ pode significar a suspensão do julgamento de Pinochet – o que será decidido por Guzmán. Da decisão, cabe recurso.

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