Provar a realização de um genocídio, atos cometidos com a intenção de destruir, por inteiro ou em parte, grupos nacionais, étnicos, raciais ou religiosos é mais difícil do que simplesmente provar que o Khmer Vermelho assassinou centenas de milhares de pessoas, lembra o pesquisador especialista em genocídios Craig Etcheson.
O Centro de Documentação diz que a ‘‘destruição’’ em Koh Phal foi ordenada pelo líder do Khmer Vermelho, Pol Pot. Mas Etcheson diz: ‘‘Não há nada nos registros de arquivo que prove que Pol Pot disse aos seus subordinados para ir até lá e cometer genocídio contra os chams.’’ Pol Pot morreu em 1998.
As covas já não estão mais em Koh Phal. No início da década de 80, soldados do governo escavaram o local e levaram os ossos para Phnom Penh. Os buracos foram preenchidos pelas enchentes do Mekong e tornaram-se um lugar desolado, cheio de ervas daninhas e pernilongos.
A dificuldade de se provar um genocídio é refletida no limitado número de condenações nos tribunais da ONU, todos ruandeses, desde que a Convenção da ONU para Prevenção e Castigo para Crimes de Genocídio foi ratificada em 1951.
Um grupo de especialistas contratados pela ONU que visitou o Camboja no final de 1998 determinou que havia evidências suficientes das atrocidades do Khmer Vermelho para autorizar a criação de um tribunal de genocídio, mas lembrou que as condenações por acusações menores, como crime contra a humanidade, podem ser mais fáceis de ser provadas.

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