O ex-líder do Khmer Vermelho do Camboja Pol Pot, arquiteto do notório regime dos ‘‘Campos da Morte’’ do final da década de 70, não se arrepende pela morte e sofrimento durante sua revolução de inspiração maoísta, informou ontem a revista Far Eastern Economic Review.
É amplamente assumido que mais de um milhão de cambojanos morreram de doenças, fome, trabalhos forçados ou foram executados como inimigos da revolução do Khmer Vermelho de 1975 a 1979, antes de Pol Pot e seus partidários ser derrubados por um invasor exército vietnamita.
Em trechos do artigo a ser publicado na edição desta semana da revista, Pol Pot defendeu suas ordens de execução de oponentes políticos e responsabilizou o trabalho de agentes vietnamitas por muitas mortes, incluindo pela fome em massa. Mas ele negou que milhões morreram. A revista também informou que Pol Pot, 72 anos, aparentava estar ‘‘claramente muito doente’’ e ‘‘talvez próximo da morte’’ durante a entrevista. A revista, baseada em Hong Kong, chega às bancas hoje. Pol Pot foi deposto do comando do Khmer Vermelho em junho, num golpe, quando familiares e assessores seus foram massacrados.

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