Pol Pot é cremado e o Khmer que se tornar um partido
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de abril de 1998
France Presse 
A cremação de Pol Pot, ontem de manhã no norte do Camboja, fecha o capítulo de seu reino de terror e põe fim ao movimento Khmer Vermelho de inspiração maoísta, afirmou ontem um dirigente da guerrilha Khmer. Desde as 9h52 desta manhã já não existe Pol Pot e já não existem os Khmers Vermelhos. Tudo acabou, disse Non Nu, que até agora era o carcereiro do histórico líder dos Khmers Vermelhos, morto quarta-feira passada. O regime liderado por Pol Pot era acusado de matar 2 milhões de compatriotas.
Os Estados Unidos lideram um movimento internacional que pede que os chefes do regime Khmer (1975-79) que continuam vivos sejam julgados e condenados por crimes contra a humanidade. Mas a facção rebelde, que agora usa oficialmente o nome de Partido da Solidaridade Nacional, pretende participar das eleições legislativas de julho próximo se os outros partidos cambojanos concordarem, segundo Non Nu. Uma hipótese altamente improvável, segundo os analistas. O futuro do nosso grupo é continuar lutando até que cheguemos a um acordo com o governo do Camboja, porém, até o momento, não há negociações, declarou Non Nu.
O corpo de Pol Pot foi incinerado neste sábado de manhã no extremo norte do Camboja, perto da fronteira tailandesa. Apenas 20 pessoas rodeavam a pira funerária, localizada perto da cabana onde o ditador morreu aparentemente de um ataque cardíaco. A direção atual da guerrilha não estava presente.


