Poderio militar do Iraque não deve ser subestimado
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de fevereiro de 1998
Jim Mannion France Presse 
O exército iraquiano é uma sombra da força de um milhão de homens que possuía em agosto de 1990, quando invadiu o Kuwait: sua força aérea está em ruínas, suas armas estão velhas e obsoletas, seus números em baixa. Mas não escreva isto tão rápido, aconselham funcionários militares de alto escalão. Conseguimos vencer em 91. Acho que seria um erro assumir que desta vez (a vitória) será automática, disse recentemente um funcionário do Pentágono.
Foram inúmeras as lições aprendidas pelo Pentágono desde a guerra do Golfo en 1991, mas o presidente Saddam Hussein também estudou, dizem militares norte-americanos.
Sem poder manter o enorme exército derrotado nas areias do Kuwait, Hussein remendou as estruturas de comando e voltou a dar forma a uma força de 387.500 membros. A Guarda Republicana, força de elite que escapou da pior destruição da operação Tempestade do Deserto, sobreviveu para formar o núcleo do novo exército iraquiano, segundo os especialistas.
Mais que uma força criada para projetar poder fora das fronteiras, os militares iraquianos se organizam agora em torno de Bagdá para proteger o governo.


