Christopher Simon/France PresseCaminho da esperançaImprovisando transporte, moradores de Kisangani esperam para ir embora pelo Rio Zaire, depois da queda da cidadeGOMA - A hospitalização do presidente Mobutu Sese Seko e as últimas vitórias rebeldes - como a de Kisangani - marcam ‘‘o fim do poder de Kinshasa’’ (a Capital), afirmou em Goma (Leste do Zaire) Gaetan Kakuyi, porta-voz do líder rebelde Laurent-Désiré Kabila. Os rebeldes também receberam com satisfação a ‘‘mudança saudável’’ do governo belga, que anteontem afirmou que a fase de Mobutu havia ‘‘terminado’’ e pediu à França para ‘‘mudar’’ de política.
Mobutu, debilitado por um câncer na próstata, ‘‘já teria de estar descansando há muito tempo, para permitir qua a população do nosso país gozasse de boa saúde’’, afirmou Kakuyi. ‘‘A mudança belga é um começo significativo. Espera-se que a Bélgica vá mais longe, mas é preciso dar tempo ao tempo’’, acrescentou Kakuyi, que na semana passada voltou de um giro de mais de um mês pela França e Bélgica. ‘‘Eu esperava que fosse a França a primeira a tomar essa atitude. Nós esperamos que a jovem geração dê esperanças para que no futuro a França aplique outra política’’, declarou.

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