Os índices de pobreza infantil tiveram baixa significativa em muitos Estados na atual prosperidade econômica dos EUA, mas em âmbito nacional e na maioria deles a pobreza ainda é maior do que 20 anos atrás, informou o The New York Times, com base em um estudo divulgado sexta-feira pelo Centro das Crianças na Pobreza, da Universidade Columbia, em Nova York. Mais de 13 milhões de crianças americanas – 3 milhões acima do número registrado em 1979 – vivem na pobreza.
Segundo o estudo, na Califórnia, onde vive uma de cada seis crianças pobres do país, a pobreza infantil tem sido mais persistente. De 1979 a 1993, o índice de pobreza infantil aumentou 90% numa época em que a Califórnia era duramente marcada pela recessão, e baixou só 14,9% nos cinco anos seguintes de crescimento econômico.
O jornal afirma que a recente redução foi encorajadora, mas ainda assim ficou aquém das melhoras ocorridas no resto dos EUA, onde houve declínio de 17,1% depois do aumento de 38,8% registrado entre 1979 e 1993.
Em âmbito nacional, segundo dados do recenseamento, o índice de pobreza infantil aumentou de 16,2% em 1979 para 18,7% em 1998 – esta é a mais recente informação disponível. De acordo com o NYT, autoridades eleitas e defensores dos direitos da criança em todos os EUA citaram os baixos salários e o alto custo de vida como fatores principais da persistência da pobreza infantil.

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