Pobreza de crianças colombianas é ampla
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sexta-feira, 11 de junho de 2004
France Presse 
Bogotá - Um total de 7,5 milhões de menores colombianos vive na pobreza e, entre eles, um milhão na miséria, o que tornou o país um terreno fértil para que cada vez mais crianças passem para as fileiras dos grupos armados ilegais. Organizações internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Internacional de Migrações (OIM), emitiram o alerta sobre a situação dos menores colombianos.
Dos 16 milhões de menores de 18 anos colombianos, um total de 6,5 milhões vivem abaixo da linha de pobreza e mais um milhão, na miséria ou na indigência, informou Manuel Manrique, representante do Unicef no país, durante seminário recente. ''É responsabilidade do Estado, da comunidade e da família zelar pelo bem-estar e pelo desenvolvimento'', lembrou Manrique, que comentou que a situação de pobreza é uma das principais causas da evasão escolar.
As oportunidades de vida digna para estes 7,5 milhões de menores ''dependem muito de que o Estado invista com um critério de Justiça social e igualdade'', destacou. Um relatório do Unicef, difundido em março passado, destaca por sua vez que ''o orçamento orientado para satisfazer plena e igualmente as necessidades de meninos, meninas e adolescentes, não é um gasto, mas um investimento necessário, inadiável e rentável. Este investimento permitirá construir no presente um futuro melhor para o país''.
A pobreza obrigou muitas crianças a deixar a educação para se dedicar ao trabalho, mas também ingressar em grupos armados ilegais, os quais lhes pagam um salário e lhes dão um tipo de status. Segundo relatório da UNICEF, existem na Colômbia cerca de catorze mil menores combatentes, a maioria vinculada às guerrilhas comunistas ou grupos paramilitares de extrema-direita.
Nos últimos dois anos morreram na Colômbia 4.077 menores de forma violenta, de acordo com um relatório do Exército, que cita dados do Instituto Nacional de Medicina Legal e da organização não-governamental Coalizão contra a Vinculação de Crianças e Jovens à Guerra. Segundo este relatório, em 2002, 250 menores morreram, foram feridos ou mutilados como consequência de atos de violência durante o conflito.


