Mais de 90 milhões de camponeses vivem na pobreza na América Latina e no Caribe, segundo um estudo do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), divulgado ontem em Santiago. Dessa população rural, 47 milhões de camponeses enfrentam a pobreza extrema, com renda insuficiente para cobrir suas necessidades básicas de alimentação, vestuário e moradia, assinalou o relatório da organização que tem sua sede em Roma.
O estudo foi apresentado pela diretora do Fida para América Latina e Caribe, Raquel Ugarte, durante um simpósio que termina hoje na Universidade Católica de Santiago. A pobreza nos países da região afeta 220 milhões de moradores de zonas urbanas e rurais, que representam quase 45% do total de sua população, segundo o último relatório social publicado em agosto pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal).
Nas zonas rurais, durante os últimos quatro anos, ‘‘os níveis de pobreza aumentaram entre 10% e 20%, chegando assim a mais de 90 milhões de pessoas’’, assinala o estudo do Fida. A pobreza rural, segundo este estudo, se concentra principalmente no nordeste do Brasil, norte do México, noroeste da Venezuela, nas áreas centrais de Honduras e Nicarágua e nos territórios do norte do Peru e do norte do Chile.

mockup