A Agência do Censo dos Estados Unidos informou que 31 milhões de norte-americanos viviam em situação de pobreza em 2000, mas analistas independentes afirmam que essa cifra já supera os 80 milhões. Os parâmetros utilizados pelo censo para determinar a pobreza no país não é realista, segundo um estudo publicado pela Organização Não-Governamental Ms. Foundation. ''O nível de pobreza oficial é tão baixo que uma família pode ser considerada oficialmente acima dele e ainda assim contar com renda que não chega a alcançar a metade de suas necessidades essenciais'', diz o estudo da Ong.
Os 31 milhões citados pelo órgão censitário norte-americano indicam o nível de pobreza mais baixo do país, e, mesmo assim, muito aquém dos 80 milhões avaliados pela Ms Foundation. ''Temos uma taxa de desemprego baixíssima, mas um número enorme de pobres que trabalham'', disse Leah Wise, da Southeastern Regional Economic Justice Network, uma Ong da Carolina do Norte.
As autoras do estudo acreditam que o salário mínimo deveria passar dos atuais 5,15 dólares por hora para pelo menos 8 dólares, o que permitiria aos trabalhadores cobrirem suas necessidades mínimas. Mas as empresas sustentam que esse aumento seria impossível no atual estágio de recessão econômica. ''No entanto, o salário mínimo aumentou pela última vez em uma recessão, entre 1990 e 1991, e os estudos posteriores revelaram que não contribuiu para agravar a crise econômica'', destaca Susan Wefald, uma das co-autoras do relatório da Ms. Foundation. ''Está ao alcance do governo aliviar a pobreza'', acrescenta Holly Sklar, parceira de Susan. Ambas calculam que o orçamento mínimo anual para uma família de quatro membros deveria ser de US$ 36.835, contra os US$ 17.463 atuais.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estabeleceu a linha de pobreza oficial nos anos 60, determinando que família média deveria gastar um terço de sua renda apenas em alimentos.

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