Pobres pedem a redução da dívida
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quarta-feira, 02 de setembro de 1998
Anne Chaon France Presse 
O presidente sul-africano Nelson Mandela e o secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan pediram ontem uma redução da dívida insuportável que pesa sobre os países mais pobres, na inauguração da 12ª Reunião de Cúpula do Movimento dos Não-Alinhados (Noal), em Durban (África do Sul).
A reunião foi aberta pelo presidente colombiano Andrés Pastrana, que pediu a estruturação de uma nova cooperação entre os 113 membros do Noal, e entre estes e os países do Norte.
Em sua qualidade de atual presidente do movimento, Pastrana transmitiu a direção do Noal à África do Sul por um novo período de três anos.
Kofi Annan, originário de Gana, também convidou os países africanos, amplamente representados no movimento, a solucionar seus conflitos através de meios pacíficos e não pela via militar, num momento em que a luta no Congo (RDC, ex-Zaire) envolve as forças de seis países.
Cerca de 60 chefes de Estado e de governo e uns cem ministros das Relações Exteriores, todos eles recebidos por Mandela e sua esposa, Graça Machel Mandela, assistem a esta reunião, que termina hoje, quando a África do Sul passará a ter o comando efetivo do movimento.
Se falou muito (sobre a dívida), mas agora precisamos de ações por parte dos países desenvolvidos e os países do Sul, enfatizou Mandela, em seu discurso de abertura. Kofi Annan, por sua parte, reclamou uma ação mais rápida e resoluta. Annan também insistiu que a mundialização e a liberalização não funcionam num sentido único, por isso convidou os países industrializados a abrir seus mercados aos produtos do mundo em desenvolvimento. Será oferecida uma oportunidade de avançar nesta questão na próxima assembléia geral da ONU, acrescentou.


