O pó branco encontrado domingo num avião da companhia Lufhtansa, no Rio de Janeiro, não contém ''nenhum tipo de bactéria'', anunciou ontem o ministro da Saúde, José Serra. ''Os peritos da Fundação Oswaldo Cruz realizaram uma bacterioscopia e não encontraram nenhum tipo de bactéria no pó. Isso indica que não há antraz. Consideramos que as probabilidades de não ter nada (relacionado ao antraz) são de 98%, se quisermos dar um número'', disse Serra.
''As probabilidades de serem encontradas bactérias ligadas a uma doença grave são mínimas, próximas de zero. Mas, em todo caso, as análises vão continuar'', acrescentou. O próximo passo já foi dado, que é o ''exame das colônias'', disse. ''É muito importante ter esses dados e tranquilizar a população. Eu já havia adiantado que os riscos eram pequenos, que não estávamos preocupados e que nem havia motivos para alarme, mas que estávamos atentos ao assunto'', afirmou.
Aproximadamente cinco gramas do pó suspeito foram encontrados sobre uma folha de jornal no assento 39-G da classe econômica de um avião da Lufhtansa que chegou domingo de Frankfurt. O pó foi encontrado pelo pessoal da limpeza, logo depois que os passageiros, procedentes da Alemanha, deixaram o avião. A polícia não indicou se o passageiro do referido assento e os demais viajantes do vôo foram localizados para prestar depoimento.
''Constatamos que o assento em que o pó branco foi encontrado era ocupado por uma família com duas crianças. Partimos do princípio de que se trata de leite em pó ou comida para bebê'', explicou Thomas Jachnow, porta-voz da empresa. A Lufthansa informou que o Airbus 340 foi liberado e decolou com 89 passageiros do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, com destino a Frankfurt. Parte dos passageiros com reservas para o vôo de ontem embarcou em outras companhias aéreas.

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