Pequim - Mais de cem novos casos de pneumonia asiática foram anunciados ontem em Pequim, enquanto a epidemia continua se espalhando por todo país, com seis novas províncias afetadas.
A China anunciou 109 novos casos confirmados da pneumonia asiática em Pequim, enquanto o balanço nacional já chega a 1.959 casos e 86 mortos, declarou um especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ontem, em Pequim, foram anunciadas duas novas mortes, que aumentam o total de baixas para 20. O número de casos confirmados aumentou para 455. O especialista da OMS Jeff Mc Farland disse que não dispõe de novos dados sobre casos suspeitos, que no dia 18 de abril eram 402 na capital, segundo o Ministério da Saúde chinês.
A China anunciou ontem ter conseguido um teste que permite estabelecer em uma hora se um paciente está ou não infectado pela pneumonia asiática. Este teste deve estar disponível dentro de uma semana em todo país, segundo a agência Nova China.
Quatro novas províncias, Gansu (noroeste), Zhejiang (Leste), Jilin e Liaoning (nordeste) declararam ontem casos de pneumonia asiática. ''Os números são grandes, mas é importante que estas regiões notifiquem os casos'', disse Mc Farland.
Mc Farland destacou os esforços da China para que os casos de pneumonia asiática sejam declarados às autoridades. ''Acredito que serão necessários alguns dias para sacudir o conjunto do sistema'', declarou e acrescentou que está previsto o aumento dos números nos próximos dias.
''Não há nenhuma razão biológica para a Sars não se espalhar além dos lugares onde vão as pessoas da província de Guangdong'', a mais afetada e onde a doença apareceu pela primeira vez em novembro de 2002, acrescentou.
As autoridades chinesas reconheceram ter falhado ao lidar com a situação, fazendo recair a responsabilidade sobre o prefeito de Pequim Meng Xuenong, que perdeu seu posto, assim como o ministro da Saúde, Zhang Wenkang, afastado de sua funções no partido e que também pode perder seu cargo ministerial.
''Existem falhas graves no fornecimento de informações, nos informes de observação e nas investigações no município de Pequim. A epidemia de pneumonia asiática não reportada a tempo nem de maneira correta'', segundo He Guoqiang, membro do birô político citado pelo jornal Beijing Ribao.
''As medidas de prevenção e socorros não foram adequadas. Não permitiram observar nem impedir as vias de propagação da epidemia'', acrescentou He.

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