Pneumonia asiática mata 51 pessoas
Pequim - A epidemia de pneumonia asiática causou mais de meia centena de mortos em dois dias, entre sexta-feira e sábado, no Canadá e na Ásia, transformando a capital chinesa em uma cidade fantasma por causa do fechamento de locais públicos como cinemas, cibercafés e bares de karaokê.
No total, a epidemia já atinge no mundo cerca de 5 mil pessoas, das quais 316 morreram, segundo as autoridades sanitárias. Dos 51 mortos anunciados desde sexta-feira pelas autoridades sanitárias de cinco países e territórios, 24 foram registrados em Hong Kong, 21 na China e quatro no Canadá, enquanto que Taiwan registrou sua primeira morte e Cingapura a 19 desde o início da epidemia.
O efeito mais espetacular do efeito da Sars se fez sentir ontem em Pequim, com o fechamento de cinemas, cibercafés e bares de karaokê, por ordem das autoridades que querem evitar grandes aglomerações.
Depois da suspensão das aulas por um mês, as autoridades decidiram fechar a Universidade do Povo, a terceira em importância na capital chinesa. Todos os acessos à universidade foram bloqueados.
Na Índia, segundo país do mundo depois da China em número de habitantes, com mais de um bilhão de pessoas, houve dois novos casos da pneumonia, um em Mumbai (ex-Bombaim) e outro em Calcutá, elevando para sete o total de casos neste país.
No Canadá, as esperanças de uma rápida erradicação da doença foram por água abaixo com a morte de quatro pessoas em 48 horas, apesar das autoridades afirmarem que a epidemia está sob controle em Toronto (capital de Ontário), que concentra a grande maioria dos 344 casos detectados no país.
A presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, ameaçou instaurar pena de prisão para as pessoas que não respeitarem as medidas de quarentena. Cerca de 200 pessoas foram colocadas em quarentena na cidade de Alcala por causa da morte de uma auxiliar de enfermagem.





