Washington O Exército dos Estados Unidos enviou duas equipes médicas ao Iraque e à Alemanha para analisar casos suspeitos de pneumonia envolvendo mais de 100 militares estacionados no território iraquiano, revelou um funcionário do Pentágono. ''Se as equipes concluírem que tais casos são incomuns, serão feitas recomendações preventivas ou corretivas'', revelou um responsável médico do Exército.
Os casos de pneumonia, que já mataram dois militares, têm evoluído de modo ''preocupante'', já que em condições normais há uma média anual de nove internações por pneumonia a cada dez mil soldados americanos. Desde 1º de março passado, quando as tropas americanas se concentraram em torno do Iraque para preparar a invasão do país, cerca de 100 militares foram internados com pneumonia, incluindo quinze casos graves e dois óbitos.
''A morte por pneumonia entre uma população jovem e em condições de saúde favoráveis é rara, mas acontece'', informa o comunicado, destacando que 17 militares americanos morreram de pneumonia desde 1998.
Uma das equipes trabalhará no Centro Médico Regional de Landstuhl, no oeste da Alemanha, para onde é levada a maior parte dos militares com pneumonia retirados do teatro de operações no Iraque.
A segunda equipe atuará no Iraque, onde entrevistará os médicos nos hospitais de campanha e analisará a terra, o ar e a água da região.
Ataque Um soldado americano morreu e outros três ficaram feridos na noite de sexta-feira quando seu comboio foi atacado com foguetes antitanques (RPG), no norte de Bagdá, informou um porta-voz militar.
Por outro lado, um soldado americano da 1 Divisão Blindada foi atingido por uma bala perdida e morreu em Bagdá, na sexta-feira, revelou o Comando Central Americano (Centcom).
''O soldado americano estava na rua e foi atingido por uma bala perdida disparada para o alto por um iraquiano durante uma comemoração'', informou o Centcom.
O militar foi ferido na madrugada de sexta-feira e morreu no hospital de campanha para onde foi levado, precisou o Centcom.
Bush de férias O presidente americano George W. Bush iniciou ontem quatro semanas de férias, em um momento em que sua administração enfrenta, além das críticas pela atuação americana no Iraque, uma visível queda de popularidade nas pesquisas.
''Como podem ver, consegui meu recesso de verão'', brincou Bush ante o pouco entusiasmo da imprensa, que terá de suportar nas próximas quatro semanas o ambiente enfadonho da localidade de Crawford, Texas (centro-sul) onde o presidente tem seus 650 hectáres de rancho.
No entanto, ante a queda registrada nas pesquisas, Bush não permanecerá inativo. Nesse período, fará várias viagens para defender sua gestão e preparar a eleição presidencial de novembro de 2004.
Segundo o resultados da mais recente pesquisa Gallup/CNN/USA Today, publicada esta semana, somente 47% dos entrevistados estariam dispostos a votar em Bush em 2004.

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